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Cannabis, maconha, marijuana e cânhamo: Afinal de contas, qual a diferença?

Cannabis, maconha, marijuana e cânhamo: Afinal de contas, qual a diferença?

Quando ouvimos falar de cannabis, maconha, marijuana e cânhamo, pode parecer que se trata da mesma coisa, mas será realmente que são todas a mesma planta?

A verdade é que: sim e também não.

Confuso? Calma que não tem nada de complicado e já vamos te explicar.

A cannabis em si nada mais é que uma família de plantas com diferentes variações, sendo que a maconha, também conhecida como marijuana e o cânhamo são algumas delas.

Sendo assim, podemos dizer que a maconha e o cânhamo são “filhos” da cannabis.

Vamos entender melhor essa diferença e como elas se encaixam na nossa realidade.

A principal diferença entre elas

A principal diferença entre as variações da cannabis está na quantidade de dois compostos químicos: o THC e o canabidiol, também conhecido como CBD.

Por exemplo:

A maconha, que tem níveis mais elevados de THC, é utilizada para recreação, pois o THC é o composto responsável por causar o efeito “chapado” ou “eufórico”.

Por outro lado, o cânhamo possui níveis mais baixos de THC e concentrações mais elevadas de canabidiol, tornando-o uma escolha preferencial para uso medicinal, já que o canabidiol é conhecido por suas propriedades terapêuticas sem causar efeitos psicoativos.

Tipos de plantas da família cannabis - THC e canabidiol
Toda planta da família canábica possui esses dois compostos, o THC e o canabidiol, mas em quantidades muito diferentes, por isso cada uma delas pode ser utilizada para propósitos distintos.

É importante ressaltar que a cannabis contém uma complexa combinação de mais de 500 compostos químicos diferentes, ou seja, muito mais que apenas os canabinoides THC e canabidiol, inclusive muitos dos quais ainda nem foram completamente estudados.

Entre os compostos químicos, além de mais de 100 tipos de canabinoides, também podemos encontrar terpenos, flavonoides, ácidos graxos e outros compostos que contribuem para as suas características e propriedades únicas.

A proporção e a presença específica desses compostos podem variar entre diferentes variedades de cannabis e também dependem de fatores como o cultivo, a colheita e o processamento da planta.

Embora o THC e o canabidiol sejam os mais conhecidos e estudados até o momento, há muito a se descobrir sobre as propriedades e benefícios potenciais de outros componentes dessa planta fascinante.

Agora vamos aprender um pouco mais sobre cada uma dessas famílias e variações abaixo:

A cannabis (ou família cannabis)

Como mencionado anteriormente, a cannabis é uma ampla família de plantas com diversas variações, obviamente por isso ela engloba tanto a maconha quanto o cânhamo.

A planta e suas variações têm sido cultivadas e utilizadas ao longo dos séculos por diferentes civilizações em diversas culturas. Hoje em dia, seu uso tem se tornado mais abrangente e compreendido, à medida que pesquisas e estudos avançam para explorar suas propriedades terapêuticas e recreativas.

É correto afirmar que as plantas da família canábica são utilizadas, tanto para a recreação quanto para o tratamento de diversas doenças, já que suas variações abrangem todas essas áreas, com composições de THC e canabidiol variando de uma espécie de planta para outra.

Continue abaixo para, aí então, conhecer as principais variações de plantas da família cannabis e os fins para os quais são utilizadas.

A maconha

A maconha, também conhecida como marijuana é a variação mais conhecida da planta cannabis e tem sido amplamente utilizada para fins recreativos, pois possui alta concentração de THC, proporcionando as sensações de euforia e alterações de percepção.

Essa propriedade psicoativa tornou a maconha popular entre aqueles que buscam relaxamento ou experiências de prazer sensorial.

Como e para quais fins a maconha é mais utilizada

A maconha é amplamente conhecida por seus efeitos eufóricos e de “barato”, tornando-a popular para uso recreativo em diversas partes do mundo.

  • Cigarros ou baseados: Uma das formas mais tradicionais de consumo da maconha é através de cigarros enrolados manualmente, também conhecidos como baseados. Eles são fumados e inalados, o que leva a uma rápida absorção dos compostos psicoativos.
  • Vaporizadores: Vaporizadores ou “vapes” são dispositivos que aquecem a maconha a temperaturas específicas, liberando os compostos ativos sem queimar a planta. É uma opção menos prejudicial à saúde em comparação ao fumo convencional.
  • Comestíveis: A maconha pode ser incorporada em alimentos, como brownies, cookies e balas. Esses comestíveis são uma alternativa para aqueles que preferem evitar a fumaça e desejam uma experiência mais discreta.
  • Chás: A infusão da maconha em chás é uma forma menos convencional, mas ainda praticada por algumas culturas. No entanto, é importante notar que o THC é insolúvel em água, portanto, os efeitos podem variar.
  • Óleos e extratos: Óleos e extratos de maconha são usados principalmente para fins medicinais. Eles podem ser adicionados a alimentos, aplicados sob a língua ou utilizados em produtos de cuidados pessoais.
  • Uso tópico: Cremes e loções contendo extratos de maconha são utilizados para aliviar dores musculares e articulares, além de ajudar em problemas de pele.
  • Cápsulas e comprimidos: Algumas empresas oferecem cápsulas e comprimidos contendo extratos de maconha, que podem ser usados para fins medicinais com dosagens mais precisas.

A maconha clandestina no Brasil

No Brasil, é importante ressaltar que boa parte da maconha que chega ilegalmente até a população, proveniente do crime organizado, não é própria para o consumo.

A maconha ilegal pode variar bastante em qualidade devido a diferentes fatores, como como ela é cultivada, tratada e armazenada. Por ser produzida e vendida ilegalmente, não há regulamentação nem padrões de qualidade, o que torna a sua consistência imprevisível.

Cigarro de maconha ilegal clandestina
A maconha proveniente de fontes clandestinas, muitas vezes, é processada sem os cuidados necessários e higiênicos, chegando a ser mais uma espécie de THC oxidado prensado, com riscos potenciais à saúde dos usuários. Por isso, busque sempre produtos legalizados e de marcas confiáveis.

O cânhamo

O cânhamo, outra variação da família de plantas cannabis, é reconhecido principalmente pelo seu alto teor de canabidiol (CBD), um composto não psicoativo que possui propriedades terapêuticas e medicinais.

Diferentemente da maconha, o cânhamo não causa efeitos eufóricos ou psicoativos.

E o canabidiol encontrado em sua composição tem mostrado potencial terapêutico em várias condições de saúde, incluindo alívio da dor, redução da ansiedade e estresse, controle de convulsões em certos tipos de epilepsia, entre outros benefícios.

agricultor de cannabis - cânhamo
Atualmente, o cultivo do cânhamo ganhou destaque na indústria de alimentos, suplementos e produtos terapêuticos, graças às propriedades benéficas do canabidiol, que tem alta concentração na planta.

Como e para quais fins o cânhamo é mais utilizado

O uso do cânhamo vem se expandindo à medida que mais pesquisas são realizadas sobre os benefícios dessa planta versátil.

  • Óleo de CBD: O óleo de CBD extraído das flores do cânhamo é amplamente utilizado como suplemento alimentar e terapêutico, buscando benefícios para o bem-estar e auxílio em diversas condições de saúde;
  • Produtos de cuidados pessoais: O cânhamo é utilizado na fabricação de produtos de cuidados pessoais, como loções e cremes, por suas propriedades hidratantes e calmantes para a pele, podendo aliviar irritações e inflamações cutâneas;
  • Suplementos alimentares: Além do óleo de CBD, o cânhamo é utilizado na fabricação de suplementos alimentares em forma de cápsulas e comprimidos, oferecendo uma variedade de nutrientes benéficos para a saúde;
  • Fitoterapia: O cânhamo é explorado em fitoterapia para aliviar sintomas de ansiedade, estresse, insônia e outros distúrbios relacionados ao sistema nervoso.

Embora o cânhamo tenha uso medicinal e terapêutico bem estabelecido, é importante destacar que essa planta versátil também é empregada em outras aplicações, como na produção de materiais de construção sustentáveis, biocombustíveis e fontes de energia renovável, o que o torna uma planta valiosa em diversos setores industriais.

Quais dessas plantas da família canábica são legalizadas no Brasil?

No Brasil, atualmente, a cannabis para fins medicinais é legalizada, com restrições específicas. A Anvisa regulamentou o uso de produtos à base de cannabis medicinal com prescrição médica desde 2019.

Pacientes que apresentam determinadas condições de saúde podem obter acesso a medicamentos contendo canabidiol e até mesmo THC em concentrações específicas.

Por outro lado, a maconha para uso recreativo ainda não é legalizada no Brasil. O cultivo, venda e posse para fins não medicinais são considerados crimes e sujeitos a punições legais.

Em suma, a cannabis é uma família de plantas com diversas variações, entre as quais se destacam a maconha e o cânhamo. A maconha, com seu alto teor de THC, é popularmente conhecida por seus efeitos recreativos, enquanto o cânhamo, rico em CBD, possui aplicações mais voltadas para o uso medicinal e terapêutico.

Esperamos que este artigo tenha esclarecido as principais diferenças entre a cannabis, a maconha e o cânhamo, e que tenha fornecido informações relevantes para a compreensão dessas plantas e suas aplicações.

Se você tiver mais dúvidas ou quiser saber mais sobre o tema, continue acompanhando nosso blog, onde trazemos conteúdos informativos e atualizados sobre a cannabis e seus diversos aspectos.

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Ricardo CBD Brasil

Ricardo Guimarães é treinador de voleibol e administrador de empresas, superou desafios de saúde e encontrou alívio nas propriedades medicinais da cannabis.

Atualmente, reside na Califórnia, onde tem acesso a tratamentos à base de cannabis que melhoram sua qualidade de vida.

Sua experiência pessoal o motivou a ser um defensor dos benefícios terapêuticos da planta, compartilhando seu conhecimento com outros em busca de alívio e bem-estar.

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