Desde a autorização para importação de terapias naturais em 2015, o Brasil vem registrando um crescimento consistente no número de pessoas que utilizam esse tipo de abordagem terapêutica. Estima-se que centenas de milhares de pacientes estejam atualmente em acompanhamento com terapias naturais, refletindo maior interesse, informação e aceitação por parte da sociedade e da comunidade médica.
Esse cenário se ampliou ainda mais após a decisão da Anvisa, no final de 2019, de permitir a comercialização de terapias naturais em farmácias brasileiras. A medida representou um avanço importante ao simplificar o acesso para muitos pacientes.
Mesmo assim, os dados mostram que a importação ainda é a principal via utilizada em tratamentos terapêuticos no país. Isso levanta uma dúvida comum entre pacientes e familiares: afinal, qual opção faz mais sentido dentro de um cuidado responsável, importar terapias naturais ou utilizar aquelas disponíveis em farmácias?
A resposta depende de alguns fatores importantes, que vão além da simples compra e envolvem qualidade, variedade e adequação ao acompanhamento médico.
Custo e acesso dentro do tratamento
Do ponto de vista do acesso, as terapias disponíveis em farmácias oferecem uma vantagem evidente. Elas podem ser obtidas de forma mais rápida, sem a necessidade de processos de importação, o que reduz etapas burocráticas e custos adicionais.
Por outro lado, terapias importadas costumam envolver taxas, prazos mais longos e planejamento prévio. Isso pode representar um desafio para alguns pacientes, especialmente aqueles que precisam iniciar ou ajustar o cuidado com maior agilidade.
Dentro de um plano terapêutico bem orientado, o custo não deve ser analisado isoladamente, mas sim em conjunto com a adequação da formulação às necessidades individuais.

Qualidade e controle
As terapias naturais importadas geralmente vêm de mercados com longa experiência na pesquisa, desenvolvimento e padronização dessas formulações. Em muitos casos, passam por processos rigorosos de controle de qualidade, testes laboratoriais e rastreabilidade.
Ao mesmo tempo, as terapias disponíveis em farmácias no Brasil seguem exigências técnicas estabelecidas pela Anvisa, o que garante segurança, padronização e conformidade com as normas nacionais.
Ou seja, ambas as opções podem oferecer qualidade. A diferença está, muitas vezes, no histórico de desenvolvimento do mercado e na variedade de tecnologias envolvidas em cada formulação.

Variedade e personalização do cuidado
Um dos principais diferenciais das terapias importadas é a variedade. O mercado internacional conta com centenas de formulações diferentes, com variações de concentração, composição e formas de administração.
Essa diversidade permite maior personalização dentro do acompanhamento médico, especialmente em casos onde ajustes finos fazem diferença na resposta terapêutica.
No Brasil, o número de terapias aprovadas ainda é limitado, o que pode restringir opções para pacientes que necessitam de formulações específicas. Ainda assim, as alternativas disponíveis em farmácias atendem bem a muitos quadros clínicos, especialmente em protocolos mais simples.

O que considerar na escolha
Mais importante do que decidir entre importar ou comprar em farmácia é entender que essa escolha deve fazer parte de um plano terapêutico individualizado. Fatores como condição clínica, resposta ao tratamento, necessidade de ajustes e acompanhamento contínuo devem orientar essa decisão.
Não existe uma opção universalmente melhor. Existem opções mais adequadas para cada pessoa, em cada fase do cuidado.
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As terapias naturais importadas e aquelas disponíveis em farmácias brasileiras cumprem papéis diferentes dentro do cenário terapêutico atual. As importadas se destacam pela variedade e possibilidade de maior personalização, enquanto as opções nacionais oferecem praticidade, acesso facilitado e segurança regulatória.
A escolha mais acertada não é feita com base apenas em preço ou disponibilidade, mas sim com orientação profissional, informação de qualidade e acompanhamento adequado.
Quando inseridas de forma responsável dentro de um plano de cuidado bem conduzido, ambas podem contribuir para mais conforto, segurança e qualidade de vida.
